Adoro vir no bloguinho (que por sinal é carente igual a dona, pois esta que vos escreve não dá muito atenção a ele) e ver post's antigos, tipo o primeiro. Ver que a maneira que eu escrevo nunca muda, que os "temas" são parecidos e a linguagem também. Vejo que há uma pequena evolução entre muito boba, para.. boba !
Parar para pensar é uma das coisas que eu mais faço e se essas paradas surtissem o real efeito que eu desejo ia ser ótimo. Esse clichê de que preferimos as coisas difíceis para mim tem se tornado infundado, pois tudo aquilo que se faz é complexo, difícil, por mais que não percebemos isso, pois as vezes a dificuldade está nos detalhes que nem imaginamos.
Eu por exemplo, acredito que a simples vontade de completar 18 anos é difícil.. é difícil de lidar com tal vontade e quando ela chega, "não muda nada". Dezoito anos significa liberdade ? Independência ? Pense, a maioria dos jovens continuam claramente dependente dos seus pais, ou você achou o dinheiro da balada no lixo ? Compartilhe comigo esse lixo vai, eu fico grata (muitíssimo por sinal).
"Ah, eu trabalho", "Onde?", "Na empresa do meu pai" - E aí você quer me convencer de que é independente ? Por mais que esteja contribuindo com o crescimento dos negócios familiares, você continua submetido aos seus pais.
Acredito que isso não seja ruim, na verdade é muito bom pela estabilidade que isso proporciona, mesmo que isso contradiga a sua real vontade de ser maior de idade.
Muitas pessoas não tem um blog, diário ou sei lá, não costuma olhar fotos antigas para fazer uma comparação de si mesmo. Muitas pessoas vão adquirir responsabilidade e independência quando aquilo e/ou aquele que é responsável por elas se forem e não estar mais ali. Assim como acredito que haja pessoas que conseguem quebrar alguns laços e ir em frente e sair da monotonia da dependência pessoal.
Reflito sempre sobre essa tal idade, e gosto de ver como era antes e agora, pasmem, saía mais com 15/16 anos do que agora. Vejo amigos/as, que aproveitam do maneira erronia tal idade, fazendo besteiras e acabando com a suas vidas (leia-se reputação) por tão pouco e aham, eu sou a "velha chata e conservadora" da história, haha. Mas o que me faz feliz é ver aqueles que conseguem conciliar tudo, conseguem superar aos poucos e dificilmente a perda uma mãe, a estudar, a depender do pai sim, mas de uma maneira teoricamente correta.
Quero muito que chegue a minha vez de cuidar dos meus pais, de retribuir, agradecer a eles e não ter essa sensação de inutilidade e cada vez mais depender deles. Sei que eles não veem problema algum nisso, gostam, se sentem satisfeito, mas a pessoa que escreve aqui é orgulhosa demais para aceitar isso até hoje sem se sentir culpada. Aí ela vai levando a vida, literalmente, levando, aceitando, engolindo isso. Vai se conformando, se tornando imóvel e esperando as coisas caírem do céu, apesar de ter a certeza de que isso não vai acontecer.
Faço falsas promessas a mim mesma, me iludo, erro, as vezes tento concertar os mesmos, mas sempre tem um nozinho aqui dentro que contribui para que a cabeça funcione a mil tentando achar uma solução para algo que não talvez nem precise ser solucionado, apenas vivido, um passo de cada vez, um centímetro de cada vez, não adianta querer abraçar o mundo só com duas mãos de uma vez só. É preciso paciência, esforços, algumas quedas e força de vontade. Quem sabe um formula quase perfeita né?!
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